JOGAREMOS A CABEÇA DELE POR CIMA DA MURALHA!
(2 Sm 20, 21)
O invicto Joab apertava o cerco em torno da cidade de Abel-Bet-Maaca: era impossível qualquer resistência e qualquer esperança. Toda a cidade devia morrer: “Seba atravessou todas as tribos de Israel até chegar a Abel-Bet-Maaca e todos os bocritas... Eles se reuniram e foram também após ele. E vieram e o cercaram em Abel-Bet-Maaca e levantaram junto à cidade um terrapleno, que chegava até o muro, e todo o exército que estava com Joab se esforçava por derrubar a muralha, solapando-a” (2 Sm 20, 14-15).
Eis que aparece uma mulher sensata e grita de dentro da cidade: “Ouvi! Escutai! Dizei a Joab: Aproxima-te, que eu quero falar!” (2 Sm 20, 16).
Joab se aproximou e a mulher perguntou se era ele... depois disse-lhe: “Escuta a palavra da tua serva”. Ele respondeu: “Escuto” (2 Sm 20, 17).
A mulher disse-lhe: “Queres então exterminar a cidade e fazer perecer todas as mães?”
“Sou sem piedade, – respondeu o guerreiro – exceto com uma condição: dai-me a cabeça de Seba, o traidor.
Então aquela frágil mulher e outros correram à procura de Seba, cortou-lhe a cabeça e atirando-a para fora dos muros grita: “Eis a cabeça do traidor”. E a cidade foi libertada.
Como cristãos possuímos uma preciosíssima “cidade” que é nossa alma imortal.
Devemos cuidar bem dessa “cidade” e não deixar que nenhum “intruso”entre nela; caso isso aconteça, estamos TRAINDO o nosso Salvador.
Nessa “cidade” deve HABITAR somente Deus; do contrário, estaria totalmente arruinada.
Se por uma DESGRAÇA, o “Seba” do pecado entrar na “cidade” de nossa alma, NÃO devemos recebê-lo com FESTA nem deixá-lo ali quieto... mas sim, antes que Joab, isto é, Deus, nos castigue com a morte repentina, devemos “decapitá-lo” com uma fervorosa e sincera confissão... lançando-o para longe de nossa “cidade”, isto é, da nossa alma: “O Senhor não nos quer ver perdidos. Por isso, com ameaça de castigo, não cessa de advertir-nos que mudemos de vida. Se não vos converterdes, vibrará sua espada. Vede quantos são os desgraçados que não quiseram emendar-se, e a morte repentina os surpreendeu quando não esperavam, quando viviam despreocupados e julgando terem ainda muitos anos de vida”
Pe. Divino Antônio Lopes FP.
Anápolis, 05 de outubro de 2010

